Património molinológico do município de Santiago do Cacém

José Matias

Beneficia o Município de Santiago do Cacém de uma paisagem bastante diversificada: da planície litoral, onde se respira a brisa fresca do Atlântico e da Lagoa de Santo André, até às serras de Grândola e Cercal - cordão orográfico de transição para a grande planície interior recortada a sul e a nascente pela ribeira de Campilhas e pelo rio Sado. Estes cursos de água são artérias de vida numa planície ressequida, onde os termómetros podem ultrapassar os 45ºC no verão.

Território agrícola por excelência, a produção de cereais de sequeiro destinados à farinação, então efetuada nos moinhos tradicionais, era elevada, especialmente a do trigo que se destinava ao fabrico de pão - alimento fundamental das populações e a de algum milho para as papas.

Também com alguma importância na cerealicultura concelhia era a produção do arroz – cultivado nas várzeas de aluvião da Lagoa de Santo André e do Vale do Sado -, cujo descasque dependia igualmente desses ancestrais engenhos movidos a água ou a vento.

Manuel João da Silva, referindo-se aos moinhos das Cumeadas, diz-nos que, “Nos anos de 1947/50 todos estes moinhos trabalhavam. Descascavam arroz que era levado em parelhas para Beja”i. Naturalmente que acumulavam o descasque com a farinação.

Também a trituração de cereais e farinhas para os gados saíam dos moinhos, para o reforço alimentar dos animais de trabalho, indústria leiteira e produção de carne.

A distribuição dos moinhos por terras de “Cerromaior”ii foi influenciada por condicionantes de ordem geográfica, orográfica, hidrográfica e pela localização das zonas de produção cerealífera, como se verificou por exemplo, na zona de influência da Lagoa de Santo André e naturalmente, pela proximidade aos aglomerados urbanos, como aconteceu em Santiago do Cacém, com uma cintura moageira que chegou a ter 12 moinhos de vento, como sentinelas de guarda à velha urbe, ou ainda no caso do Cercal do Alentejo, com vários moinhos salpicando a paisagem na periferia da vila.

Nos Annaes do Municipio de Sant´Iago de Cacemiii, o Padre Antonio de Macedo e Silva refere a existência em 1868 de 35 moinhos de vento e 34 de água no concelho. Esta mesma fonte dá-nos ainda, através da publicação dos resultados do Recenseamento da População do Concelho, com dados relativos a 31 de dezembro de 1863, indicação da existência de 75 moleiros neste território.

O Município apresenta uma grande riqueza ao nível do seu património molinológico, devido, por um lado à sua diversidade tipológica e por outro ao elevado número de moinhos ainda existentes.

Encontram-se atualmente identificados 80 moinhos, sendo 51 de vento e 29 de água, caracterizados por cindo tipologias diferentes.

No caso dos moinhos de vento, o domínio vai para o moinho de torre fixa com capelo giratório, registando-se em Santiago do Cacém, na periferia da cidade uma tipologia rara na região. Trata-se do Moinho de Pau, um antigo moinho giratório de madeira, de espigão excêntrico, do qual só resta a base em cantaria e a pedra de fixação do espigão.

Na freguesia de Abela existia na segunda metade do século passado, um moinho de armação metálica, que foi montado na torre cilíndrica do antigo moinho de vento do Barão, de que hoje só resta a velha torre.

Embora com pouca expressão, é de assinalar a motorização de uma meia dúzia destes moinhos em todo o concelho, com a montagem de um motor auxiliar, geralmente a gasóleo, com exceção para o Moinho da Cotovia no Cercal do Alentejo, que chegou a funcionar acionado pela força motriz de uma caminheira ou locomóvel a vapor.

Quanto aos moinhos de água, correspondem na sua quase totalidade ao moinho de rodízio. Relativamente a outras tipologias raras, regista-se em Santiago uma azenha copeira de propulsão superior, a Azenha do Rio da Figueira e no rio Sado, na freguesia de Ermidas-Sado, um moinho de imersão, o Moinho da Gamita.

A importância desta atividade pré-industrial manteve-se paralelamente, embora em perda, para as moagens industriais, até meados do século XX.

As alterações nos hábitos das populações, o declínio da agricultura, nomeadamente a cerealicultura, a proliferação das padarias e a consequente perda do hábito de fabricar o pão caseiro, foram fatores que contribuíram para o declínio da moagem tradicional.

A maioria destes moinhos já não funciona, encontram-se abandonados, degradados ou em ruínas, restando apenas as suas memórias.

Existem porém honrosas exceções que, por iniciativa do Município e de alguns particulares, foram recuperados e restaurados, constituindo hoje verdadeiros monumentos às técnicas ancestrais de moagem.

Moinhos de Vento

A distribuição dos moinhos de vento no território do município assenta basicamente num eixo norte-sul, que vai de São Francisco da Serra, passando por Santiago do Cacém e terminando no Cercal do Alentejo, com uma ligeira incursão a oriente entre Santiago e Abela, passando por São Bartolomeu, correspondendo à mancha mais suave da serra.

Moinhos de torre fixa

A tipologia dominante nos moinhos de vento da região corresponde ao moinho de torre mediterrânica. Trata-se de uma torre fixa, troncocónica na sua maioria, ou cilíndrica, construída em alvenaria de pedra e cal, pedra e barro ou em taipa, constituída por piso térreo, sobrado e por vezes sótão, aqui popularmente designado por sôto.

As torres são geralmente rebocadas e caiadas, apresentando socos e barras pintados com pigmentos que se misturam na cal, nas tradicionais cores, azul, ocre ou vermelho escuro.

Na sua maioria, estes moinhos, particularmente os de Santiago do Cacém, apresentam duas portas, orientadas respetivamente, aos quadrantes nascente e poente, ou seja, alinhadas aos ventos dominantes, para que a porta de serviço, por razões de segurança, seja sempre a contrária ao vento com que o moinho está a moer, salvaguardando assim, a integridade física de pessoas e animais.

Igualmente ligados à segurança do moinho, eram colocados búzios de cerâmica e canudos de zinco nas travadoiras, junto às velas que, ao rodar produziam um som característico que funcionava como avisador, particularmente importante nos períodos em que o moleiro tinha que trabalhar de noite, ou porque o trabalho apertava, ou para aproveitar o bom vento.

Igualmente de assinalar é o facto do moleiro, independentemente da tarefa que esteja a executar, ao escutar o som dos búzios, ter constantemente informação audível relativamente à velocidade do vento. Se o som aumenta, significa que o vento aumentou e tem que enrolar um pouco a vela, não só por razões de segurança, mas também porque a mó ao rodar com velocidade excessiva, queima a farinha. Se a zoada diminui, à que dar mais roupa, ou seja trabalhar com mais pano, chegando em situações de vento muito fraco a trabalhar com a roupa toda.

O aparelho motor externo é composto pelo capelo (cobertura do moinho) troncocónico, constituído por uma estrutura de madeira, antigamente revestido com materiais perecíveis, como junco, colmo, caniço, ou palha de centeio e atualmente revestido a chapa zincada.

O capelo giratório assenta sobre um conjunto de pequenas rodas de azinho, sendo acionado por um sistema de tração por sarilho, localizado no interior do moinho, permitindo assim ao moleiro orientar as velas ao vento; mastro com oito varas, quatro velas triangulares ou latinas; espias e travadoiras.

O mecanismo de transmissão e de moagem é composto pelo mastro e roda de entrosga, carreto, veio e segurelha que, encaixada na face inferior da mó andadeira lhe transmite movimento, fazendo-a girar sobre a mó fixa ou pouso, desfazendo o grão e transformando-o em farinha.

O intervalo entre as mós é regulado pelo urreiro através da aliviadoura, consoante o grão e o tipo de farinha que se pretende.

O cereal é despejado no tegão e conduzido ao olho da mó pela quelha, graças à vibração que lhe é transmitida pelo cadêlo, em contacto com a mó rotativa.

A moenda é vedada pelos cambeiros (anéis de madeira) que abrem na zona das mós onde a farinha vai caindo para o tremiado, amparada pelo panal.

Quadro 1 – MOINHOS DE VENTOiv – identificados pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém


Designação

Freguesia

Localização

Tipologia

Fonte energética

Data de construção

Data de desativação

Estado de conservação

Utilização atual

Moinho do Barão

Abela

Foros do Barão

Torre fixa e

Americano

Vento

Anterior a 1891

Degradado

Moinho da Ervideira

Abela

Ervideira

Torre fixa

Vento

Anterior a 1890

Moinho do Luzio

Abela

Luzio

Torre fixa

Vento

Anterior a 1867

Degradado

Moinho de Vale de Pulgas

Abela

Vale de Pulgas

Torre fixa

Vento

Anterior a 1848

Moinho do Coelho

Abela

Monte do Coelho

Torre fixa

Vento

Anterior a 1877

Bom

Habitação

Moinho da Olhalva

Alvalade

Herdade da Olhalva

Torre fixa

Vento

Anterior a 1877

Degradado

Moinho do Paneiro 1

Cercal do Alentejo

Paneiro

Torre fixa

Vento

1847

Bom

Moinho do Paneiro 2

Cercal do Alentejo

Paneiro

Torre fixa

Vento

1852

Bom

Moinho da Atalaia

Cercal do Alentejo

Atalaia − Sonega

Torre fixa

Vento

1844

1992

Degradado

Moagem

Moinho do Saboia

Cercal do Alentejo

Sonega

Torre fixa

Vento

Ruína

Moinho Vale Pocinho

Cercal do Alentejo

Herdade do Pocinho

Torre fixa

Vento

Anterior a 1890

Ruína

Moinho das Teimosas

Cercal do Alentejo

Teimosas

Torre fixa

Vento

1963

Em recuperação

Moagem

Moinho das Sesmarias

Cercal do Alentejo

Herdade das Sesmarias

Torre fixa

Vento

Anterior a 1877

1978

Recuperado

Habitação

Moinho do Outeiro

Cercal do Alentejo

Outeirinho

Torre fixa

Vento

Anterior a 1877

Degradado

Moinho das Silveiras

Cercal do Alentejo

Silveiras

Torre fixa

Vento

Anterior a 1877

Ruína

Moinho da Fonte Santa

Cercal do Alentejo

Fonte Santa de Cima

Torre fixa

Vento

Degradado

Designação

Freguesia

Localização

Tipologia

Fonte energética

Data de construção

Data de desativação

Estado de conservação

Utilização atual

Moinho da Castanheira

Cercal do Alentejo

Castanheira

Torre fixa

Vento

Bom

Habitação

Moinho do Salgadinho

Cercal do Alentejo

Herdade Salgadinho

Torre fixa

Vento

Bom

Habitação

Moinho da Cotovia

Cercal do Alentejo

Cotovia - Aldeia do Cano

Torre fixa

Vento

Aprox. 1922

Moinho do Pedrógão

Santo André

Pedrógão

Torre fixa

Vento

Anterior a 1868

Degradado

Moinho do Cabeço

Santo André

Aldeia de Santo André

Torre fixa

Vento

Anterior a 1868

Bom

Habitação

Moinho das Relvas

São Bartolomeu da Serra

Herdade das Relvas

Torre fixa

Vento

1833

Degradado

Moinho da Moita

São Bartolomeu da Serra

Moinho da Moita

Torre fixa

Vento

Anterior a 1890

Em recuperação

Moinho da Azinheira

São Bartolomeu da Serra

Herdade da Azinheira

Torre fixa

Vento

Moinho do Tio Chiné

Santa Cruz

Casa Telhada

Torre fixa

Vento

Degradado

Moinho Novo da Barrada

Santa Cruz

Barrada

Torre fixa

Vento

1954

1970

Bom

Armazém agrícola

Moinho do Porto Cordeiro

Santa Cruz

Herdade dos Carvalhais

Torre fixa

Vento

Anterior a 1877

Degradado

Moinho da Perna Grande

Santiago do Cacém

Cumeadas

Torre fixa

Vento

Anterior a 1877

Ruína

Moinho da Cerca Velha

Santiago do Cacém

Cumeadas

Torre fixa

Vento

Anterior a 1877

Bom

Habitação e ateliê

Moinho do Carneirinho

Santiago do Cacém

Cumeadas

Torre fixa

Vento

Ruína

Moinho do Bregue

Santiago do Cacém

Cumeadas

Torre fixa

Vento

Anterior a 1877

Bom

Habitação

Moinho da Estrada

Santiago do Cacém

Cumeadas

Torre fixa

Vento

Anterior a 1813

Bom

Depósito de água

Moinho da Fome Aguda

Santiago do Cacém

Cumeadas

Torre fixa

Vento

Bom

Habitação

Moinho da Tumba

Santiago do Cacém

Cumeadas

Torre fixa

Vento

Ruína

Moinho da Senhora do Monte

Santiago do Cacém

Senhora do Monte

Torre fixa

Vento

Anterior a 1813

Anterior a 1940

Ruína

Moinho da Quintinha

Santiago do Cacém

Cumeadas

Torre fixa

Vento

Anterior a 1813

Bom

Moagem

Moinho dos Celões

Santiago do Cacém

Cumeadas

Torre fixa

Vento

Anterior a 1813

Razoável

Mirante

Moinho de Pau

Santiago do Cacém

Fidalgo

Giratório de madeira

Vento

Ruína

Moinho do Casoto

Santiago do Cacém

Cumeadas

Torre fixa

Vento

Anterior a 1877

Recuperado

Habitação

Moinho da Campa

Santiago do Cacém

Moinho da Campa

Torre fixa

Vento

Bom

Adaptado a alojamento turístico

Moinho dos Chãos

Santiago do Cacém

Aldeia dos Chãos

Torre fixa

Vento

Degradado

Moinho Queimado

Santiago do Cacém

Torre fixa

Vento

Anterior a 1877

Degradado

Moinho de Vale das Traves

Santiago do Cacém

Vale das Traves

Torre fixa

Vento

Anterior a 1850

Degradado

Moinho da Aldeia

São Francisco da Serra

São Francisco da Serra

Torre fixa

Vento

Anterior a 1877

Degradado

Designação

Freguesia

Localização

Tipologia

Fonte energética

Data de construção

Data de desativação

Estado de conservação

Utilização atual

Moinho dos Lobaes

São Francisco da Serra

São Francisco da Serra

Torre fixa

Vento

Anterior a 1877

Recuperado

Habitação

Moinho do Outeiro do Vento

São Francisco da Serra

Outeiro do Vento

Torre fixa

Vento

Bom

Habitação

Moinho da Cruz de João Mendes

São Francisco da Serra

Cruz de João Mendes

Torre fixa

Vento

1881

1972

Bom

Habitação

Moinho do Outeiro do Marco

São Francisco da Serra

Roncão

Torre fixa

Vento

Anterior a 1877

Degradado

Arrumos

Moinho do Marmeleiro

São Francisco da Serra

Detrás da Pedra

Torre fixa

Vento

Anterior a 1799

Bom

Armazém

Moinho de Vale de Água

Vale de Água

Rua José Brissos Pereira

Torre fixa

Vento

Razoável

Armazém


Como exemplos de recuperação e valorização patrimonial deste conjunto, destacamos:

Moinho da Quintinha (Municipal)

Localizado nas Cumeadas, Santiago do Cacém, cuja reabilitação integral do edifício e mecanismos ocorrida em 1982, permitiu a sua reabertura como Polo Museológico Municipal, realizando a moagem tradicional de cereais e funcionando como Moinho-Escola.

Moinho da Cerca Velha

Também em Santiago do Cacém, nas Cumeadas, de construção anterior a 1877, foi recuperado e adaptado para habitação e ateliê da pintora Australiana ChloëMac Millan.

Após o falecimento da pintora, a atual proprietária mantém o moinho intocável, como espaço de preservação da memória da artista.

Moinhos do Paneiro

Localizado próximo de Vale Seco, mas já na Freguesia do Cercal do Alentejo, este conjunto ruraléconstituído por dois moinhos de vento e casas de apoio. Estas construções tiveram outrora diversas funções, tais como, habitação, taberna e mercearia, armazéns de cereais e alfaias agrícolas, estábulos, entre outras.

Os moinhos datam respetivamente de 1847 e 1852, tendo funcionado no passado como um importante centro moageiro.

Estas duas unidades foram reabilitadas e encontram-se atualmente integradas num empreendimento de turismo rural.

Os moinhos anteriormente referidos entraram em 2004 para a Rede Europeia de Moinhos, através do programa “Euromills”, coordenado pelo Dr. Jorge Miranda da “Tradição, cooperativa Cultural e cofinanciado pelo programa comunitário Cultura 2000.

MOINHO DA QUINTINHA (Municipal)

Integrado na cintura moageira pré-industrial de Santiago do Cacém, com construção anterior a 1813, foi registado em novembro de 1871.

Em 1950 o moinho foi equipado com um casal de mós de S. Luís, de alto rendimento, aumentando significativamente a sua capacidade de produção e reduzindo drasticamente o número de picagens das mós.

O moinho trabalhou até 1966, na produção de farinhas para panificação, sobretudo trigo e descasque de arroz, sendo moleiro José Pereira dos Reis (Zé Molêro).

Em 1970 o moinho é comprado pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém, para ser transformado em depósito de água, para abastecimento da zona alta da vila, o que, felizmente não veio a acontecer.

Em 1982 o moinho é alvo de uma grande reparação, orientada pelo seu antigo moleiro, José Reis, agora ao serviço da autarquia, como moleiro municipal.

Em 1993 o mestre José Reis, por motivo de doença, é substituído pelo seu irmão Manuel Pereira dos Reis (Manél Molêro) igualmente um antigo moleiro, que orienta uma nova reparação.

Desde 1982 a autarquia mantém o moinho em funcionamento moendo milho e trigo, que alguns habitantes das zonas rurais, por tradição, ali levavam para serem transformados em farinha para fazer o pão caseiro, as papas de milho ou para alimentação de animais domésticos.

Nos últimos anos este sistema de moagem tradicional destina-se essencialmente a demonstrações lúdico-pedagógicas.

Em 2006 entrou para o moinho Jorge da Silva Fonseca para aprender o ofício de moleiro com o mestre Manuel Reis, como garantia de continuidade da profissão naquele moinho, num futuro próximo.

Efetivamente, Manuel Reis reformou-se em 2011, sendo atualmente Jorge Fonseca o moleiro de serviço.

Através da Câmara Municipal, o Moinho da Quintinha está inscrito na TIMS – The International Molinological Society e em 2006 passou a integrar a Rede Portuguesa de Moinhos (www.moinhosdeportugal.org).

Como Moinho-Escola, recebeu em 1998/99, dois jovens estagiários do Curso de Turismo Rural e Ambiental da Escola Profissional Bento de Jesus Caraça.

No ano 2000, um funcionário da Câmara Municipal do Montijo ali aprendeu os rudimentos do ofício, passando a ser o moleiro do Moinho do Esteval naquela cidade.

Em 2008, o moinho e o moleiro receberam como estagiários, os formandos do 1º Curso de Animadores de Moinhos de Vento em Portugal, que decorreu no Algarve, organizado pela Vicentina − Associação para o Desenvolvimento do Sudoeste e pela Etnoideia, com o apoio do Programa Leader +.

Características Gerais

  • Ano de construção – Anterior a 1813

  • Torre fixa e capelo rotativo

  • Rotação do capelo – Acionamento interior por meio de um sarilho

  • Mecanismo de moagem – 1 moenda

  • Mecanismo motor – Engrenagem entrosga – carreto

  • Número de velas – 4

  • Pares de varas – 4

  • Número de pisos – 3

  • Número de portas – 2

  • Número de janelas – 2

  • Destina-se à moagem de cereais

Situação Geográfica

  • Local – Cumeadas − Santiago do Cacém

  • Freguesia – União das Freguesias de Santiago do Cacém, Santa Cruz e São Bartolomeu da Serra

  • Coordenadas geográficas – 380 00´56´´ Norte / 80 41´14´´ Oeste

  • Altitude – 254m

  • Propriedade – Município de Santiago do Cacém

Moinhos de Água

Localizam-se sobretudo na bacia hidrográfica da Lagoa de Santo André, acionados pelas várias ribeiras subsidiárias da Lagoa, sendo possível que o descasque de arroz possa ter contribuído para a construção de algumas destas unidades.

Estão igualmente presentes no rio Sado, a norte de Ermidas-Sado, nas ribeiras de Corona e São Domingos, em barrancos de corrente sazonal e ainda a sul do território, na envolvente do Cercal do Alentejo.

António Quaresma, na monografia sobre Vila Nova de Milfontesv, refere-se à abundância de água “…o sítio do Cercal é rodeado, a norte e poente, por um vale irrigado” citando designadamente as memórias paroquiais da seguinte forma “…nele corre o ribeiro que vem da Fonte ou Bica Santa e depois de receber a água da Mandorelha, vai desaguar na Ribeira de Campilhas, cujas águas, além de irrigarem e dessedentarem, faziam, em meados do século XVIII, moer cinco engenhos, todo o ano.”

No primeiro quartel do século XVIII são referenciados moinhos hidráulicos no concelho, “Em 1724, o Moinho da Cascalheira pertence ao Capitão António Dias Borralho, de Sines.”vi

Estes moinhos caracterizam-se pela posição da roda hidráulica; horizontal, para os moinhos de rodízio e rodete e vertical, no caso das azenhas.

Moinhos de rodízio

Julga-se ser este o moinho hidráulico mais antigo, surgindo as primeiras referências num poema de Antípatro de Tessalónica, no ano 85 a.C.

A introdução dos moinhos de rodízio no território português deve-se provavelmente aos romanos.

No Município de Santiago do Cacém estes moinhos sãona sua maioria, construídos em alvenaria de pedra e cal, existindo alguns exemplares em taipa. Comportam geralmente um ou dois pisos e estão equipados com um ou dois casais de mós.

A cobertura é constituída por estrutura de madeira, coberta por telha mourisca ou de canudo, exceto o Moinho da Gamita no rio Sado que, por se tratar de um moinho de imersão, é abobadado e revestido superiormente com tijolo cerâmico, rebocado com argamassa de cal e areia, formando duas águas.

Nestes engenhos, o eixo vertical do rodízio é o próprio eixo motor da mó andadeira. Assim, a cada rotação do rodízio corresponde uma rotação da andadeira.

A água era proveniente de um desvio na ribeira a montante, conduzida por uma levada até à represa ou açude, onde ficava depositada.

Quando o moleiro pretendia moer ou descascar arroz, levantava um pouco a comporta da represa e a água era então conduzida através de um canal inclinado e afunilado, conhecido por cubo, saindo pela seteira com a pressão suficiente para acionar o rodízio. Este funcionava numa pequena caverna que, por ser escura, húmida e soturna, era conhecida por inferno.

Na freguesia de Santo André, com a difusão da cultura do arroz, a partir de 1810, estes moinhos passam a ter dupla função: a moagem e o descasque.

O descasque do arroz requeria uma adaptação especial que consistia em forrar a mó fixa com placas de cortiça macia, para não partir o grão, permitindo que a casca e o farelo se soltassem facilmente. Em alguns moinhos haveria mesmo um casal de mós destinado a este fim.”vii

Azenhas

A azenha surge descrita pela primeira vez pelo arquiteto romano Vitrúvio, no Livro X da sua obra De Architectura, no ano 25 a.C.

Segundo alguns autores a azenha terá sido introduzida em Portugal, nomeadamente na região sul, pelos Árabes.

As azenhas classificam-se de acordo com o nível a que a água aciona a roda hidráulica. Azenhas de rio ou de propulsão inferior e azenhas de copos ou de propulsão superior.

Quadro 2 – MOINHOS DE ÁGUA4 – identificados pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém


Designação

Freguesia

Localização

Tipologia

Fonte energética

Data de construção

Data de desativação

Estado de conservação

Utilização atual

Moinho dos Álamos

Abela

Álamos

Rodízio

Água

Anterior a 1891

Degradado

Moinho da Estalagem Nova

Abela

Abela

Rodízio

Água

Anterior a 1782

Bom

Habitação

Moinho do Furadouro

Abela

Furadouro

Rodízio

Água

Anterior a 1877

Degradado

Moinho da Boa Vista

Alvalade

Herdade da Boa Vista

Rodízio

Água

Anterior a 1889

Moinho de Vale Travessinho

Cercal do Alentejo

Vale Travessinho

Rodízio

Água

Ruína

Moinho das Sesmarias

Cercal do Alentejo

Sesmarias

Rodízio

Água

Bom

Habitação

Moinho da Mandorelha

Cercal do Alentejo

Quinta da Mandorelha

Azenha

Água

Ruína

Moinho do Raco

Cercal do Alentejo

Herdade do Raco

Rodízio

Água

Aprox. 1953

Degradado

Moinho da Gamitinha

Ermidas-Sado

Herdade do Monte Novo

Rodízio

Água

Anterior a 1857

Ruína

Moinho da Gamita

Ermidas-Sado

Saturninha

Rodízio

Água

Anterior a 1877

Degradado

Moinho Novo

Santo André

Galiza

Rodízio

Água

Anterior a 1813

Bom

Sede da Delegação Regional Quercus

Moinho da Laranjeira

Santo André

Granja das Laranjeiras

Rodízio

Água

Anterior a 1813-Ampli.1930/40

Ruína

Moinho do Seco

Santo André

Seco

Rodízio

Água

Anterior a 1761

Moinho da Pereira

Santo André

Herdade da Pereira

Rodízio

Água

Anterior a 1868

Degradado

Moinho do Barranco

São Bartolomeu da Serra

Rodízio

Água

Anterior a 1877

Moinho das Pereiras

São Bartolomeu da Serra

Herdade das Pereiras

Rodízio

Água

Anterior a 1878

 Ruína

Moinho do Cachucho

Santa Cruz

Vale Coelhos

Rodízio

Água

Anterior a 1813

Degradado

Moinho do Sobral da Várzea

Santa Cruz

Sobral da Várzea

Rodízio

Água

Anterior a 1813

Ruína

Moinho da Azenha de Baixo

Santiago do Cacém

Azenha de Baixo

Rodízio

Água

Anterior a 1888

Designação

Freguesia

Localização

Tipologia

Fonte energética

Data de construção

Data de desativação

Estado de conservação

Utilização atual

Moinho da Azenha de Baixo

Santiago do Cacém

Azenha de Baixo

Rodízio

Água

Anterior a 1888

Moinho da Azenha do Meio

Santiago do Cacém

Azenha do Meio

Rodízio

Água

Anterior a 1877

Moinho do Rio da Velha

Santiago do Cacém

Rio da Velha

Rodízio

Água

Degradado

Azenha do Rio da Figueira

Santiago do Cacém

Parque Urbano do Rio de Figueira

Copeira de propulsão superior

Água

Ruína

Moinho da Ortiga

Santiago do Cacém

Quinta da Ortiga

Rodízio

Água

Anterior a 1799

Moinho dos Escaravelhos

Santiago do Cacém

Herdade do Moinho dos Escaravelhos

Rodízio

Água

Anterior a 1758

Ruína

Moinho do Barranco

São Francisco da Serra

Moinho do Barranco do Livramento

Rodízio

Água

Ruína

Moinho do Rego

Vale de Água

Rego

Rodízio

Água

Anterior a 1782

Moinho do Rego de Baixo

Vale de Água

Rego de baixo

Rodízio

Água

Moinho do Bravo

Ermidas-Sado

Rodízio

Água

Ruína

Moinho do Vale das Eiras

Abela

Vale de Eiras − Monte da Rosa

Rodízio

Água

Ruína


Fonte: Levantamento realizado pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém

Como exemplares particularmente interessantes ao nível dos moinhos de água do Município, destacamos:

Azenha do Rio da Figueira – situa-se no parque verde urbano com o mesmo nome em Santiago do Cacém. O conjunto é formado pela azenha e por um imponente aqueduto, a primeira em ruínas e o segundo degradado.Éconsiderada por especialistas como um exemplar raro.

Moinho da Gamita – “Próximo da localidade de Vale da Eira, na freguesia de Ermidas-sado, num cenário de grande beleza natural, localiza-se na margem esquerda do rio Sado (...). Trata- se de um importante exemplar do nosso património molinológico.(…) Edifício de um só piso, construído em alvenaria de pedra e cal, apresenta uma interessante arquitectura pensada para as grandes cheias (...)7.

AZENHA DO RIO DA FIGUEIRA (Municipal)

Esta azenha de propulsão superior localiza-se no Parque Urbano do Rio da Figueira, antiga Quinta Senhorial dos Condes de Avillez, na periferia da cidade de Santiago do Cacém.

Trata-se de um edifício de dois pisos, construído em alvenaria de pedra e cal, sendo considerada por alguns especialistas, como um exemplar raro, com uma arquitetura interior quase monumental, autêntica joia da molinologia portuguesa.

O levantamento e o estudo de reconstituição permitem-nos fazer uma breve descrição desta antiga unidade moageira. No piso inferior entre a parede exterior poente e a parede lateral esquerda do compartimento da roda hidráulica, corre a linha de água que alimentava a azenha.

Neste piso localizam-se ainda os compartimentos da roda hidráulica, das entrosgas e carretos, dois espaços para arrumos e a escada de acesso ao 2º piso.

No piso superior, a sala de moagem, armazém, compartimento da roda hidráulica e uma passagem superior sobre a mesma, estabelecendo ligação entre a sala de moagem e o armazém.

A cobertura era de quatro águas, em estrutura de madeira, coberta com telha mourisca ou de canudo.

Adossado a norte, localiza-se o aqueduto, que transportava a água do barranco do Rio da Figueira, desviada a montante, conduzindo-a à caixa de água localizada ao nível da cobertura.

O fluxo de água a debitar sobre a roda, era controlado através de uma comporta localizada na referida caixa de água. Esta, ao entrar na caleira com acentuada inclinação, era despejada sobre a roda, à frente, enchendo os copos e fazendo-a girar.

Uma vez a roda hidráulica em movimento, acionava o eixo horizontal onde se localizavam as entrosgas, engrenadas nos carretos, aplicados aos veios das mós localizadas no 2º piso.”7

Embora sem dados concretos, mas tendo em atenção alguns parâmetros, como o diâmetro da roda hidráulica e a área da sala de moagem, julgamos que esta azenha poderia estar equipada com dois casais de mós.

A Azenha do Rio da Figueira passou em 2002 a fazer parte do Roteiro dos Moinhos da Europa através do programa “Euromills”, tendo a Câmara Municipal de Santiago do Cacém sido um dos quatro parceiros portugueses neste importante projeto internacional.

Características Gerais

Ano de construção – Desconhecido, julgando-se ser do século XIX

Azenha de copos, ou copeira, de propulsão superior

Mecanismo de moagem – Tudo aponta para 2 casais de mós

Mecanismo motor – Roda hidráulica, com engrenagem entrosga – carreto

Diâmetro da roda hidráulica – 4 m de diâmetro

Número de pisos – 2

Número de portas – 2

Número de janelas – 5

Destinava-se à moagem de cereais

Situação Geográfica

Local – Parque Urbano do Rio da Figueira, Santiago do Cacém

Freguesia – União das Freguesias de Santiago do Cacém, Santa Cruz e São Bartolomeu da Serra

Linha de água – Barranco do Rio da Figueira

Coordenadas Geográficas – 380 00´ 37´´ Norte / 80 41´59´´ Oeste

Altitude – 155 m

Propriedade – Município de Santiago do Cacém

i In “SANTIAGO – Divulgação de actividades das Autarquias do Concelho de Santiago do Cacém”, Ano II, nº 1, Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Agosto 1982.

ii Manuel da Fonseca, escritor neorrealista natural de Santiago do Cacém, chamou “Cerromaior” ao cerro onde está implantado o Castelo e o Centro Histórico da sua terra natal, sendo também o título de um dos seus mais famosos romances.

iii SILVA, Padre António de Macedo e. (1869) – Annaes do Municipio de Sant’Iago de Cacem. Reedição 2009. Abela: Poder das Letras – Publicações, LDA. ISBN: 978-989-95796-0-6

iv Revisão do Plano Diretor Municipal de Santiago do Cacém – Relatório de Caracterização do Património Cultural, Vol. 5 – Património e Estrutura Urbana, Câmara Municipal de Santiago do Cacém e Instituto Superior Técnico, junho 2013.5 QUARESMA, A. M. (2003) – Vila Nova de Milfontes, História. V. N. de Milfontes. Junta de Freguesia de V. N. de Milfontes. ISBN [ ]

6 FALCÃO, José António () – Annaes da Real Sociedade Arqueológica Lusitana…

v7 MATIAS, José (2004d) – Património Molinológico do Concelho de Santiago do Cacém. MUSA – museus arqueologia & outros patrimónios. Setúbal: Fórum Intermuseus do Distrito de Setúbal e Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal. ISSN: 1646-0553. Nº 1. (2004). p. 200-212.

vi

vii

Bibliografia

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FALCÃO, J. A. et al (1988) – Epigrafia Romana do Concelho de Santiago do Cacém I, A Ara funerária da Herdade da Cascalheira (Santo André). Anais da Real Sociedade Arqueológica Lusitana,2, S. 2.Santiago do Cacém. ISSN 0870-7766, p. 37-48.

GALHANO, F. (1978) – Moinhos e Azenhas de Portugal. Lisboa: Associação Portuguesa dos Amigos dos Moinhos, Secretaria de Estado da Cultura.

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MATIAS, J. (2004d) – Património Molinológico do Concelho de Santiago do Cacém. MUSA – museus arqueologia & outros patrimónios, 1.Setúbal: Fórum Intermuseus do Distrito de Setúbal e Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal. ISSN: 1646-0553, p. 200-212.

MATIAS, J. (2010) – Moinho da Quintinha – O último gigante a abraçar Santiago do Cacém. Memória Alentejana.Caderno temático: Centenário da República, 27/28. Lisboa. ISSN:1645-6424, p. 65-67.

MIRANDA, J. A. & NASCIMENTO,J. C. (2008) – Portugal Terra de Moinhos. Lisboa: Chronos Editora. ISBN: 978-989-95409-1-0.

OLIVEIRA, E. Veiga de; GALHANO, F. & PEREIRA, B. (1983) – Tecnologia Tradicional Portuguesa: Sistemas de Moagem.Etnologia, 2. Lisboa: Instituto Nacional de Investigação Científica, Centro de Estudos de Etnologia.

QUARESMA, A. M. (2003) – Vila Nova de Milfontes, História.V. N. de Milfontes: Junta de Freguesia de V. N. de Milfontes.

SILVA, Padre A. de Macedo e. (1869) – Annaes do Municipio de Sant’Iago de Cacem. Reedição 2009. Abela: Poder das Letras – Publicações, LDA. ISBN: 978-989-95796-0-6.

Fig. 1 – Seara de trigo – Santiago do Cacém. Fotografia: José Matias.

 

Fig. 2 – Moinhos de vento das Cumeadas – Santiago do Cacém, cerca de 1950. Arquivo: Câmara Municipal de Santiago do Cacém.

 

Fig. 3 – Carta Molinológica do Município de Santiago do Cacém.

 

Fig. 4 – Base do Moinho de Pau, observando-se deslocada à direita, a pedra onde encaixava o espigão excêntrico. Fidalgo, Santiago do Cacém. Fotografia: José Matias – Câmara Municipal de Santiago do Cacém (C.M.S.C.).

 

Fig. 5 – Moinho giratório de madeira. Figueira da foz, 1997. Fotografia: José Matias.

 

Fig. 6 – Moinho do Barão – Abela. Moinho de Armação - montado na torre do antigo moinho de vento tradicional. Coleção particular

 

Fig. 7 – Moinho da Cotovia – Aldeia do Cano, Cercal do Alentejo. Coleção particular.

 

Fig. 8 – Moagem de José Mateus Vilhena – São Domingos. Fábrica e antiga habitação da família Vilhena. Fotografia: José Matias.

 

Fig. 9 – Moagem de José Mateus Vilhena – São Domingos. Perspetiva dos moinhos. Fotografia: José Matias.

 

Fig. 10 – Moinho de vento da Quintinha (Municipal). Cumeadas – Santiago do Cacém. Fotografia: José Matias (C.M.S.C.).

 

Fig. 11 – Búzios – Moinho da Quintinha. Fotografia: José Matias (C.M.S.C.).

 

Fig. 12 – Moinho de vento nos arredores de Vila Nova de Milfontes. Observa-se o capelo revestido com materiais vegetais, sendo a tração efetuada por rabo. In “A Illustração Luso-Brazileira”, nº 42 – vol. II, pág. 332, Lisboa, 16 outubro 1838.

 

Fig. 13 – Moinho da Quintinha. Plantas dos pisos. Desenhos: José Matias (C.M.S.C.). In “Gigantes de Pedra”. Edição: C. M. Santiago do Cacém.

 

Fig. 14 – Moinho da Quintinha. Corte vertical. Desenho: José Matias (C.M.S.C.). In “Gigantes de Pedra”. Edição: C. M. Santiago do Cacém.

 

Fig. 15 – Moinho da Quintinha, 1982. Trabalhos de recuperação. Arquivo: Câmara Municipal de Santiago do Cacém.

 

Fig. 16 – Moinho da Cerca Velha, Cumeadas – Santiago do Cacém. Fotografia: José Matias (C.M.S.C.).

 

Fig. 17 – Moinhos do Paneiro, Cercal do Alentejo. Fotografia: José Matias (C.M.S.C.).

 

Fig. 18 – Um dos Moinhos do Paneiro, Cercal do Alentejo. Fotografia: José Matias (C.M.S.C.).

 

Fig. 19 – Manuel Reis, moleiro do Moinho da Quintinha. A picar uma mó de S. Luís. Fotografia: José Matias (C.M.S.C.).

 

Fig. 20 – Joeirando trigo no Moinho da Quintinha. Fotografia: José Matias (C.M.S.C.).

 

Fig. 21 – Moinho da quintinha. O moleiro despejando milho no tegão. Fotografia: José Matias (C.M.S.C.).

 

Fig. 22 – Manuel Reis, ensacando a farinha. Fotografia: José Matias (C.M.S.C.).

Fig. 23 – Jorge Fonseca, o novo moleiro do Moinho da Quintinha. A abrir as velas ao vento. Fotografia: José Matias (C.M.S.C.).

 

Fig. 24 – Moinho do Raco – Cercal do Alentejo. Vista exterior, 1982. Fotografia: José Matias (C.M.S.C.).

Fig. 25 – Interior do Moinho do Raco, 1982. Fotografia: José Matias (C.M.S.C.).

 

Fig. 26 – Inferno e rodízio do Moinho do Raco, 1982. Fotografia: José Matias (C.M.S.C.).

Fig. 27 – Moinho do Raco, 1982. Grande plano do rodízio, observando-se à esquerda a seteira. Fotografia: José Matias (C.M.S.C.).

 

Fig. 28 – Pego da Barca. Represa no rio Sado que alimentava o Moinho da Gamita. Fotografia: José Matias.

Fig. 29 – Moinho da Gamita – Ermidas-Sado. Fotografia: José Matias.

Fig. 30 – Interior do Moinho da Gamita. Observando-se as marcas deixadas pela última cheia. Fotografia: José Matias.

 

Fig. 31 – Integração paisagística da Azenha do Rio da Figueira (Municipal) – Santiago do Cacém. Fotografia: José Matias (C.M.S.C.).

Fig. 32 – Perspetiva superior do Aqueduto e Azenha do Rio da Figueira. Fotografia: José Matias (C.M.S.C.).

Fig. 33 – Azenha do Rio da Figueira e Aqueduto – Vista de sul. Fotografia: José Matias (C.M.S.C.).

 

Fig. 34 – Azenha do Rio da Figueira. Fotografia: José Benedicto Hidalgo de Vilhena, cerca de 1915. Arquivo: Câmara Municipal de Santiago do Cacém

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